Pesquise no blog

quarta-feira, 14 de setembro de 2016

AUSCULTA PULMONAR

AUSCULTA


POR DEFINIÇÃO, O QUE AUSCULTAMOS
EM UM PACIENTE SEM DOENÇA É O
MURMÚRIO VESICULAR, QUE NADA
MAIS É DO QUE A PASSAGEM DE AR
DENTRO DE UM SISTEMA TUBULAR
DE TAMANHOS DIFERENTES,
ENTRANDO POR UMA VIA MAIS
GROSSA, E QUE VAI SE ESTREITANDO
PROGRESSIVAMENTE ATÉ TERMINAR
EM UMA ESTRUTURA PEQUENA E
COM POUCA DISSIPAÇÃO DE SOM,
QUE É O SACO ALVEOLAR.
PORTANTO, SE NÓS AUMENTAMOS
A VELOCIDADE DO SOM, ESTREITARMOS
A VIA AÉREA DE CONDUÇÃO DO AR, OU
COLOCARMOS LÍQUIDO OU SECREÇÃO
NESTAS VIAS DE CONDUÇÃO, ENTÃO
PRODUZIREMOS SONS DE
AMPLITUDE E CARACTERÍSTICAS
DIFERENTES DAS DO MURMÚRIO
VESICULAR, QUE CHAMAREMOS
DE RUÍDOS ADVENTÍCIOS.
DURANTE MUITOS ANOS, ESSES
RUÍDOS CAUSARAM IMENSA
CONFUSÃO EM SUA DEFINIÇÃO E
ETIOLOGIA. A PARTIR DE 1980,
ADOTOU-SE UMA NOMENCLATURA
INTERNACIONAL QUE DESCREVEMOS
A SEGUIR:

ESTERTORES: SÃO SONS NÃO MUSICAIS
CURTOS, QUE PODEM SER AUSCULTADOS NA
INSPIRAÇÃO E NA EXPIRAÇÃO.
SÃO DIVIDIDOS CLASSICAMENTE EM
GROSSOS E FINOS.
RESUMIDAMENTE OS ESTERTORES FINOS
ESTÃO MAIS RELACIONADOS QUANDO A
SECREÇÃO, O LÍQUIDO, O SANGUE, OU
SEJA, A ALTERAÇÃO PATOLÓGICA, ESTÁ
LOCALIZADA NOS ALVÉOLOS; PORTANTO
SÃO OUVIDOS NORMALMENTE NO FINAL
DA INSPIRAÇÃO, COMO NOS CASOS DE
PNEUMONIA, ICC E FIBROSE PULMONAR.
OS ESTERTORES GROSSOS SÃO
AUDÍVEIS NA INSPIRAÇÃO E NA
EXPIRAÇÃO,  SENDO MAIS RELACIONADOS
COM SECREÇÕES DISTRIBUÍDAS PELAS
VIAS AÉREAS DE MAIR CALIBRE.

OS RONCOS E SÍBILOS: SÃO SONS MUSICAIS
E ESTÃO MAIS RELACIONADOS COM O CALIBRE
DA VIA CONDUTORA.
QUANDO O AR PASSA EM UMA VIA DE GRANDE
DIÂMETRO, COM O CALIBRE NATURAL DIMINUÍDO,
ELE PODERÁ PRODUZIR UM SOM DE BAIXA
FREQUÊNCIA, RUDE E CONTÍNUO, COM
PREDOMÍNIO NA EXPIRAÇÃO.
QUANDO ESTE AR PASSA EM UMA VIA DE
PEQUENO CALIBRE, PRODUZ UM SOM MAIS
FINO, AGUDO QUE CORRESPONDE AOS
SIBILOS.
SÃO OUVIDOS PRINCIPALMENTE NA ASMA
E NA DPOC.
QUANDO DETECTAMOS UM SIBILO
LOCALIZADO CONTINUAMENTE EM
UM CAMPO PULMONAR E ESTE NÃO
MUDA A SUA CARACTERÍSTICA
APÓS TOSSE OU INALAÇÃO,
ENTÃO DEVEMOS SUSPEITAR
DE OBSTRUÇÃO BRÔNQUICA POR
CORPO ESTRANHO OU NEOPLASIA.

SOPRO TUBÁRIO

OCORRE QUANDO O AR PASSA POR
BRÔNQUIOS PÉRVIOS SITUADOS
NO SEIO DE CONSOLIDAÇÃO
PARENQUIMATOSA.

SOPRO CAVITÁRIO

DETERMINADO PELO TURBILHONAMENTO
DO AR AO ENTRAR DENTRO DE UMA
CAVITAÇÃO NO PARÊNQUIMA.

SOPRO ANFÓRICO

DE CARACTERÍSTICA ESTETOACÚSTICA
SEMELHANTE AO SOPRO CAVITÁRIO
TEM SUA ORIGEM NA PASSAGEM
DO AR POR BRÔNQUIOS
DEFORMADOS ANATOMICAMENTE.

ATRITO PLEURAL

CAUSADO PELO ROÇAR DOS FOLHETOS
PLEURAIS NA PLEURISIA SECA,
COSTUMA ESTAR ACOMPANHADO DE
DOR LOCALIZADA NA REGIÃO ACOMETIDA.
COM A EVOLUÇÃO DA DOENÇA E
SURGIMENTO DE COLEÇÃO LÍQUIDA
SEPARANDO OS FOLHETOS, O ATRITO
DESAPARECE, DANDO LUGAR À
SÍNDROME DE DERRAME PLEURAL,
OU SEJA, EXPANSIBILIDADE
DIMINUÍDA, MACICEZ À PERCUSSÃO,
FTV ABOLIDO E MV ABOLIDO.

AUSCULTA DE VOZ(BRONCOFONIA)

É A MANOBRA DA AUSCULTA DA VOZ
TRANSMITIDA ATRAVÉS DA PAREDE
BRÔNQUICA.

EGOFONIA

O SOM OUVIDO TEM TIMBRE METÁLICO
OU NASALADO E PODE SER COMPARADO
AO SOM CAPRINO. ESSAS ALTERAÇÕES
ESTETOACÚSTICAS, OCORREM EM DERRAMES
PLEURAIS ESPESSOS COMO NO EMPIEMA E
NO HEMOTÓRAX.



FONTE: STJ


 

Nenhum comentário:

Postar um comentário